A CEREBRALIZAÇÃO DO AUTISMO

AutismoA partir do texto “A cerebralização do autismo: notas preliminares” de Rossano Cabral Lima¹ e sua participação via skype na aula do dia 27 de outubro, discutiremos o autismo, suas causas e história.

¹ Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Juiz de Fora (1995), mestre em Saúde Coletiva pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2004) e é doutorando pelo IMS/UERJ, com doutorado sanduíche no Instituto Max Planck de História da Ciência (Berlim, Alemanha). Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Psiquiatria, atuando principalmente nos seguintes temas: psiquiatria infanto-juvenil, saúde mental, psicopatologia, disturbio da falta de atenção com hiperatividade e autismo infantil.

O autismo e suas causas atingem destaque na contemporaneidade nos debates intelectual e científico por se acreditar que “desvendar o enigma do autismo pode resultar em decifrar o próprio enigma – do que nos faz ser quem somos” (LIMA, 2007, p. 51).  A ascensão das neurociências de forma geral, renova a discussão do “lugar do mental versus o do cerebral em nossas origens, sejamos autistas ou não” (LIMA, 2007, p. 51).

Através de um recorte histórico, buscou-se descrever como a categoria de “autismo infantil precoce” ou “autismo de Kanner” transformou-se no que hoje podemos denominar de autismo cerebral. O que se observou foi que desde sua primeira descrição em 1940, por Leo Kanner, até hoje, o que modificou efetivamente foi sua “natureza”, e menos sua caracterização fenomênica (LIMA, 2007).

Em 1943, Kanner, que trabalhava em Baltimore, nos Estados Unidos, descreveu um grupo de onze casos clínicos de crianças em sua publicação intitulada “Distúrbios Autísticos do Contato Afetivo” (Autistic Disturbances of Affective Contact). As crianças investigadas por ele apresentavam inabilidade para se relacionar com outras pessoas e situações desde o início da vida (extremo isolamento), falha no uso da linguagem para comunicação e desejo obsessivo ansioso para a manutenção da mesmice. Apontava para um caráter inato do transtorno e ao mesmo tempo para articulação deste com a personalidade dos pais, considerada “fria”, “intelectualizada” e “distante”. Durante 30 anos foi esta última hipótese, a “psicogênica”, que dominou a abordagem do autismo no campo psiquiátrico. E, isso se dava, basicamente, pela enorme influência que a psicanálise mantinha na psiquiatria ocidental.

O autismo então era considerado “um transtorno localizado nas fundações psíquicas do indivíduo causado por anomalias no estabelecimento de suas relações objetais precoces, especialmente com as figuras parentais” (LIMA, 2007, p. 52). Inclusive, o nome autismo, utilizado por kanner para denominar este transtorno, vem da noção de “autismo” consagrada por Eugen Bleuler, como um dos principais sintomas da esquizofrenia. Daí a inclusão do autismo nas classificações internacionais da época (CID-9) como uma “psicose da infância”.

Apenas um ano após a publicação de kanner, em 1944, Hans Asperger, médico de Viena, escreveu o artigo “Psicopatia autística na infância”, onde descrevia quatro crianças com características muito semelhantes com os escritos de Kanner, porém com menores danos na linguagem. Descrevia a fala delas como sendo pedante, com inflexão de adulto, pouco senso de humor e invenção de palavras. Apegavam-se exageradamente a pessoas selecionadas, demonstravam pouco interesse aos contatos sociais e colecionavam objetos obsessivamente. No entanto, ao contrario de Kanner, Asperge atribuiu tais problemas a uma deficiência biológica, especialmente genética (ASPERGER, 1991 apud LIMA, 2007). No entanto, seu artigo permanecerá praticamente desconhecido até os anos 80, onde a “hipótese psicogênica” do autismo perderá sua força.

É somente a partir do final da década de 70 que o autismo começa a ser considerado como um transtorno de origem orgânica, causado geneticamente e caracterizado por alterações cerebrais. Caracterizando um déficit cognitivo em detrimento do déficit afetivo, até então difundido. Essa versão científica foi colocada quase como inquestionável, grande parte pelo apoio e financiamento de pais e familiares de autistas, descontentes com a “culpabilização” que o saber psicanalítico e sua popularização teriam lhe atribuído (LIMA, 2007).

É neste cenário, a partir de 1980 com a 3ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico (DSM III) que o autismo deixa de ser classificado como uma “psicose da infância” e passa a ser tratado como um “Transtorno Global do Desenvolvimento”. Mais recentemente, o CID-10 – Organização Mundial de Saúde (10ª classificação internacional de Doenças, 1994) o classifica (F84-0) como “Um transtorno invasivo do desenvolvimento , definido pela presença de desenvolvimento anormal e/ou comprometimento que se manifesta antes da idade de 3 anos e pelo tipo característico de funcionamento anormal em todas as três áreas : de interação social, comunicação e comportamento restrito e repetitivo . O transtorno ocorre três a quatro vezes mais frequentemente em garotos do que em meninas.

A ascensão do autismo cerebral

Durante a década de 60 as teses psicanalíticas sobre o autismo já vinham sofrendo duras críticas, o próprio Kanner em 1968 declarou: “É reconhecido pelos observadores, exceto por um pequeno número que está atrasado por um distanciamento doutrinário, que o autismo não é, em sua origem, algo adquirido ou uma doença criada pelo homem” (KANNER apud AMY, 2001 apud LIMA, 2007).

Entretanto, é apenas nos anos de 1970 e início dos 80 que a quebra da hegemonia das correntes psicodinâmicas na psiquiatria do autismo será assistida.  Desde então, as poucas referências feitas à psicanálise, principalmente na literatura de língua inglesa, considerando os EUA como principais expoentes desse movimento, enfatizavam o “equívoco da atribuição da causa do quadro aos pais, mostrando o quanto essa idéia tornou-se quase sinônimo de descrição psicodinâmica do autismo” (LIMA, 2007, p. 57).

Outros autores são ainda mais diretivos quando apontam que a teoria antes descrita, foi completamente desacreditada e que as pesquisas atuais sugerem como as causas do autismo, modificações neuroanatômicas e neurofisiológicas determinadas geneticamente (MOORE E JEFERSON, 1996 apud LIMA, 2007).

Neste contexto, no que diz respeito ao campo psicológico, gradualmente as ciências cognitivas passam a substituir a psicanálise como principal influencia na área psiquiátrica. Tais teses inauguram um novo campo de pesquisas e práticas no que tange o autismo, mas, sobretudo, são mais um ponto de sustentação para as hipóteses cerebrais do autismo. “Para se obter reconhecimento e recursos para pesquisa dentro do campo que apresenta como “neurociência”, não basta edificar um construto teórico coerente – é preciso haver um cérebro por trás lhe proporcionando validade” (LIMA, 2007, p. 59).

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A partir de uma analise dos trabalhos dos principais pesquisadores no campo, Lima (2007) assinala que é no tecido neural que se tem buscado as origens do autismo e é em sua neuroanatomia que a maioria das pesquisas se concentra. Aponta, também, que apesar da inconsistência e dificuldade de generalização da maioria dos estudos o autismo atual é tratado como um autismo cerebral.

Traz como um importante questionamento, a possibilidade de abarcar em nossas práticas o autismo cerebral. Defende que entendendo o sujeito como um “sujeito cidadão, um sujeito de singularidades e um sujeito biológico, preservando, a autonomia e a irredutibilidade de cada um desses registros subjetivos a qualquer outro, não será impossível incluir a noção de autismo cerebral em nosso universo de interesse, pois isso não significará adesão acrítica a seus pressupostos” (LIMA, 2007, p. 62).

Lima termina dizendo:

Sabemos que a vida psíquica não cabe no cérebro, mas tampouco cabe em qualquer outro constructo, discurso ou matéria tomados isoladamente. Nesse jogo em busca das origens do autismo e de tudo que nos faz humanos, nem todas as abordagens são compatíveis ou partilham da mesma ética, mas não estamos em condições de dispensar nenhuma das peças do tabuleiro (2007, p.63).

O QUE OS PRINCIPAIS SITES SOBRE AUTISMO ESTÃO DIVULGANDO:

COMPORTAMENTO DO INDIVÍDUO COM AUTISMO

(SEGUNDO A ASA – ASSOCIAÇÃO AMERICANA DE AUTISMO)

autismo1

(Disponível em: www.autismoinfantil.com.br)

CRITÉRIOS PARA DIAGNÓSTICO DO AUTISMO (CID-10) (WHO 1992)

Pelo menos 8 dos 16 itens especificados devem ser satisfeitos.

a. Lesão marcante na interação social recíproca, manifestada por pelo menos três dos próximos cinco itens:

1. Dificuldade em usar adequadamente o contato ocular, expressão facial, gestos e postura corporal para lidar com a interação social.

2. Dificuldade no desenvolvimento de relações de companheirismo.

3. Raramente procura conforto ou afeição em outras pessoas em tempos de tensão ou ansiedade, e/ou oferece conforto ou afeição a outras pessoas que apresentem ansiedade ou infelicidade.

4. Ausência de compartilhamento de satisfação com relação a ter prazer com a felicidade de outras pessoas e/ou de procura espontânea em compartilhar suas próprias satisfações através de envolvimento com outras pessoas.

5. Falta de reciprocidade social e emocional.

b. Marcante lesão na comunicação:

1. Ausência de uso social de quaisquer habilidades de linguagem existentes.

2. Diminuição de ações imaginativas e de imitação social.

3. Pouca sincronia e ausência de reciprocidade em diálogos.

4. Pouca flexibilidade na expressão de linguagem e relativa falta de criatividade e imaginação em processos mentais.

5. Ausência de resposta emocional a ações verbais e não-verbais de outras pessoas.

6. Pouca utilização das variações na cadência ou ênfase para refletir a modulação comunicativa.

7. Ausência de gestos para enfatizar ou facilitar a compreensão na comunicação oral.

c. Padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos dois dos próximos seis itens:

1. Obsessão por padrões estereotipados e restritos de interesse.

2. Apego específico a objetos incomuns.

3. Fidelidade aparentemente compulsiva a rotinas ou rituais não funcionais específicos.

4. Hábitos motores estereotipados e repetitivos.

5. Obsessão por elementos não funcionais ou objetos parciais do material de recreação.

6. Ansiedade com relação a mudanças em pequenos detalhes não funcionais do ambiente.

d. Anormalidades de desenvolvimento devem ter sido notadas nos primeiros três anos para que o diagnóstico seja feito.

DSM-IV

Importante:

As informações a seguir servem apenas como referência. Um diagnóstico exato é o primeiro passo importante em qualquer situação; tal diagnóstico pode ser feito apenas por um profissional qualificado que esteja a par da história do indivíduo.

A. Um total de seis (ou mais) itens de (1), (2), e (3), com pelo menos dois de (1), e um de cada de (2) e (3).

1. Marcante lesão na interação social, manifestada por pelo menos dois dos seguintes itens:

a. Destacada diminuição no uso de comportamentos não-verbais múltiplos, tais como contato ocular, expressão facial, postura corporal e gestos para lidar com a interação social.

b. Dificuldade em desenvolver relações de companheirismo apropriadas para o nível de comportamento.

c. Falta de procura espontânea em dividir satisfações, interesses ou realizações com outras pessoas, por exemplo: dificuldades em mostrar, trazer ou apontar objetos de interesse.

d. Ausência de reciprocidade social ou emocional.

2. Marcante lesão na comunicação, manifestada por pelo menos um dos seguintes itens:

a. Atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem oral, sem ocorrência de tentativas de compensação através de modos alternativos de comunicação, tais como gestos ou mímicas.

b. Em indivíduos com fala normal, destacada diminuição da habilidade de iniciar ou manter uma conversa com outras pessoas.

c. Ausência de ações variadas, espontâneas e imaginárias ou ações de imitação social apropriadas para o nível de desenvolvimento.

3. Padrões restritos, repetitivos e estereotipados de comportamento, interesses e atividades, manifestados por pelo menos um dos seguintes itens:

a. Obsessão por um ou mais padrões estereotipados e restritos de interesse que seja anormal tanto em intensidade quanto em foco.

b. Fidelidade aparentemente inflexível a rotinas ou rituais não funcionais específicos.

c. Hábitos motores estereotipados e repetitivos, por exemplo: agitação ou torção das mãos ou dedos, ou movimentos corporais complexos.

d. Obsessão por partes de objetos.

B. Atraso ou funcionamento anormal em pelo menos uma das seguintes áreas, com início antes dos 3 anos de idade:

1. Interação social.

2. Linguagem usada na comunicação social.

3. Ação simbólica ou imaginária.

C. O transtorno não é melhor classificado como transtorno de Rett ou doença degenerativa infantil.

(Disponível em: www.ama.org.br)

FORMAS DE TRATAMENTO

Não existe um tratamento padrão universalmente aceito para o autismo , cada método tem seus críticos . Estes métodos de tratamento se agrupam em categorias ou grupos generalizados :

  • Bioquímico (alergias a comidas, medicação , alimentação e suplementos vitamínicos);
  • Neurosensorial (integração sensorial (SI) , sobreestimulação e aplicação de padrões , integração auditiva (AIT) , comunicação facilitada (FC) , terapias relacionadas com a vida diária);
  • Psicodinâmico (terapia de abraços, psicoterapia e psicanálises , opção instituto, que também se enquadra em Condutivista);
  • Condutual (Ensaios Incrementais (Lovaas e outros) , modificação da conduta com ou sem castigos , TEACCH).

(Disponível em: www.autismo-br.com.br/home/terapias)

Descrição e críticas a alguns dos tratamentos mais difundidos para o autismo:

TEACCH – Tratamento e educação para crianças autistas e com distúrbios correlatos da comunicação. O TEACCH foi desenvolvido nos anos 60 no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos, e atualmente é muito utilizado em várias partes do mundo. O TEACCH foi idealizado e desenvolvido pelo Dr. Eric Schoppler, e atualmente tem como responsável o Dr. Gary Mesibov. O método TEACCH utiliza uma avaliação chamada PEP-R (Perfil Psicoeducacional Revisado) para avaliar a criança levando em conta os seus pontos fortes e suas maiores dificuldades, tornando possível um programa individualizado. O TEACCH se baseia na organização do ambiente físico através de rotinas organizadas em quadros, painéis ou agendas – e sistemas de trabalho, de forma a adaptar o ambiente para tornar mais fácil para a criança compreende-lo, assim como compreender o que se espera dela. Através da organização do ambiente e das tarefas da criança, o TEACCH visa desenvolver a independência da criança de modo que ela necessite do professor para o aprendizado, mas que possa também passar grande parte de seu tempo ocupando-se de forma independente. Uma crítica ao TEACCH é que ele supostamente ‘robotizaria’ as crianças.

ABA – Análise aplicada do comportamento. O tratamento comportamental analítico do autismo visa ensinar à criança habilidades que ela não possui, através da introdução destas habilidades por etapas. Cada habilidade é ensinada, em geral, em esquema individual, inicialmente apresentando-a associada a uma indicação ou instrução. Quando necessário, é oferecido algum apoio que deverá ser retirado tão logo seja possível, para não tornar a criança dependente dele. O primeiro ponto importante é tornar o aprendizado agradável para a criança. O segundo ponto é ensinar a criança a identificar os diferentes estímulos. A principal critica ao ABA é também, como no TEACCH, a de supostamente robotizar as crianças. Outra critica a este método é que ele é caro.

PECS – Sistema de comunicação através da troca de figuras. O PECS foi desenvolvido para ajudar crianças e adultos autistas e com outros distúrbios de desenvolvimento a adquirir habilidades de comunicação. O sistema é utilizado primeiramente com indivíduos que não se comunicam ou que possuem comunicação, mas a utilizam com baixa eficiência. O PECS visa ajudar a criança a perceber que através da comunicação ela pode conseguir muito mais rapidamente as coisas que deseja, estimulando-se assim a comunicar-se.

A CONTRAPARTIDA

A partir dos anos 80 o campo dá voz, também, aos autistas. A organização desses, tendo em vista a bioidentidade e neurodiversidade gera novas demandas, que estão incluídas no campo das diferenças e não de um transtorno. Surge então um movimento de pessoas consideradas autistas para que seus diferentes modos de estar na vida sejam considerados diferentes e não mais uma patologia. O que confronta com a posição das Associações de pais e Organizações de autistas que consideram o autismo como doença e cada vez mais reivindicam tratamentos e estudos, centrados, principalmente, na questão cognitiva, como por exemplo: investimentos em técnicas pedagógicas/ comportamentais e na pesquisa genética.

Aqui no Brasil ganha força o Movimento Orgulho Autista Brasil em defesa da neurodiversidade.

(ler reportagem da Folha online “Movimento diz que autismo não é doença” –http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u4159.shtml)

REFERÊNCIAS

LIMA, R. C.. A cerebralização do autismo: notas preliminares. In: Couto, Maria Cristina Ventura; Marinez, Renata Gomes. (Org.). Saúde Mental e Saúde Pública: Questões para a agenda da Reforma Psiquiátrica. 1 ed. Rio de Janeiro: FUJB-NUPPSAM/IPUB/UFRJ, 2007, v. 1, p. 55-72.

Organização Mundial da Saúde. Classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados à saúde; 10ª revisão. São Paulo: EDUSP; v.2, 1994.

www.ama.org.br acesso em 28/10/2009.

www.autismoinfantil.com.br acesso em 28/10/2009.

www.autismo-br.com.br/home/terapias acesso em 28/10/2009.

SUGESTÕES

Filmes e documentários: “Loucos de amor/ Mozart and the Whale” de Petter Naess; “O nome dela é Sabine” de Sandrine Bonnaire; “Rain Man” de Barry Levinson.  

Por: Daísa De Martin e Glicia Pandolfi Gonçalves.

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4 Respostas para “A CEREBRALIZAÇÃO DO AUTISMO

  1. Prezados,
    Segue informações do Curso de Confecção de Materiais para pessoas com necessidades especiais.
    Grata,
    Paula Guimarães
    (11) 2539-9647

    Prezados,
    Tenho um filho, Lucas, hoje com 14 anos que tem Síndrome de Asperger.
    Antes de ter o seu diagnóstico (só tive aos seus 6 anos), percebi que ele não aprendia e nem se interessava pelos métodos convencionais de ensino como as outras crianças. Então, comecei a desenvolver materiais diferenciados para prender a sua atenção e, realmente conseguir ensiná-lo. E deu certo.
    Baseada nesses materiais e outros que “inventei” pelo caminho, desenvolvi um curso de “Confecção de Materiais para Pessoas com Necessidades Especiais”.
    É um curso de 8 horas, composto por um pouco de teoria e onde exponho os materiais que desenvolvi (fotos e originais). Esse material é fundamentado em material Montessoriano, confeccionado com sucata e alguns materiais específicos. É concreto e muito colorido.
    É possível também realizar oficinas de algum material específico do curso.

     Público alvo: Pedagogos, professores, profissionais que lidam com pessoas com necessidades especiais para o aprendizado e pais.

     Investimento:
    – R$ 100,00 por pessoa (curso de 8h) PREÇO PROMOCIONAL na própria INSTITUIÇÃO ou
    – R$ 175,00 por pessoa (curso de 8 h) local alugado por mim;
    – R$ 125,00 por pessoa + material (oficina de 8h)

     Materiais: de motricidade, sensoriais, de encaixes diversos, pareamento, pré alfabetização e alfabetização, jogos, painéis, livros interativos entre outros.

     Contato:
    Paula Guimarães
    Tel casa: (11) 2539-9647
    Celular: (11) 9963-8895
    paula_guima7@hotmail.com

    Alguns materiais:

    (11) 9963-8895

  2. Rain Man é ótimo!
    Gostei do texto também, arrasaram!

  3. Luciana Caliman

    Podia até indicar este texto para quem vai assistir o seminário do Ortega, que tal?

  4. Muito legal o texto meninas… q pena que ñ estive na aula.

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